sexta-feira, 27 de junho de 2014

Brasil 2014: Portugal despede-se do Mundial

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E à última jornada do Grupo G, Portugal conseguiu finalmente a sua primeira vitória sobre o Gana, por 2-1. Um autogolo e o primeiro e único de Cristiano Ronaldo neste Mundial, tardio, deram o triunfo à selecção lusa.

Mas à boa maneira portuguesa, deixou tudo, mas tudo mesmo, para o fim. Neste caso, o golo da vitória e a honra, se é que assim se lhe pode chamar! Aliás, como quase sempre, a depender do resultado de terceiros conjugado com um milagre em matéria de concretização.

Em termos de oportunidades criadas, Portugal construiu as suficientes para alcançar o tal milagre quase inatingível. Mas a ansiedade e a falta de pernas trataram do resto. Isto aliado a alguma falta de sorte. Que o diga Cristiano Ronaldo, que acertou na barra logo nos instantes iniciais, tendo depois desperdiçado várias oportunidades flagrantes, quando o próprio não costuma falhar. Mas falhou!

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O primeiro golo saiu de um mau cruzamento de Miguel Veloso que contou com o desvio de John Boye para a própria baliza. O 1-0 caíra do céu!

Entretanto, Portugal mostrou ter muita vontade para chegar ao seu objectivo - a goleada - e até esteve mais equilibrado. Mas isso apenas foi possível porque Paulo Bento foi obrigado, face às lesões, a lançar no jogo Rúben Amorim e William Carvalho. 

No entanto, na frente estava um decepcionante Éder, a falhar demasiados passes e a ter más decisões. João Moutinho, mesmo a jogar mal, conseguiu a sua melhor exibição. Sem falar das deficiências de Miguel Veloso a defesa esquerdo e das tremideiras de Bruno Alves, Pepe e João Pereira. Tudo foi sofrível, lembrando a fase de qualificação.

Já com a Alemanha a vencer os Estados Unidos, a qualificação era possível até para o Gana. E foi assim que o Gana criou mais e melhores oportunidades, mas também não conseguiu concretizar em golos, alimentando a esperança dos portugueses. Ainda assim, chegaria ao empate por intermédio de Gyan, a referência no ataque do Gana (1-1).

A cerca de 10 minutos do fim do jogo, uma tremenda oferta de Dauda permitiu a Cristano Ronaldo estrear-se a marcar no Mundial, tornando-se no primeiro jogador português a marcar em três fases finais. Mas o registo é francamente escasso para "uma máquina de fazer golos": apenas 3 golos, um por competição: 1 ao Irão (Alemanha 2006), 1 à Coreia do Norte (África do Sul 2010) e 1 ao Gana (Brasil 2014).

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E assim a vitória caiu do céu. Portugal terminou o grupo em 3.º lugar, com uma vitória, um empate e uma derrota, evitando que esta fosse a pior prestação da história da selecção em fases finais. E pegando nas palavras de Paulo Bento, "tivemos o que merecemos". Ou seja, o adeus ao Mundial.
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