terça-feira, 27 de março de 2012

Liga dos Campeões: Benfica - 0 Chelsea - 1


O Benfica defrontou esta noite a equipa londrina Chelsea FC, na 1ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, saindo derrotado por 0-1.

O encontro marcou o reencontro com os brasileiros que se transferiram precisamente do Benfica para o Chelsea. E que saudades deixou, sobretudo, Ramirez, decisivo na conquista do último título nacional do da equipa da luz.



E foram precisamente os dois principais jogadores que contribuíram para a construção deste resultado Ramirez fez de Emerson "gato sapato" e David Luiz substituiu o guarda-redes colocando o peito a um remate fortíssimo de Cardozo, evitando o que seria o 1-0 para o Benfica.

Emerson acabou por ser praticamente durante todo o jogo um jogador a menos, pelo nervosismo excessivo que demonstrou ao longo da partida, com demasiados passes falhados e domínios de bola deficientes, permitindo vários lances de perigo à equipa visitante. O golo acabou mesmo por surgir do seu lado, com Emerson a tirar proveito de um erro de Emerson, desmarcando Torres que, por sua vez, beneficia de um erro de Jardel e, por fim, da má cobertura de Matic, permitindo a entrega a Kalou, que fez o 0-1.

Mas, na minha opinião, o jogo que foi marcado por um grande equilíbrio, com oportunidades de parte a parte, com algum maior pendente ofensivo para o Benfica. O Benfica pode-se queixar de falta de sorte, mas também da arbitragem, o que me leva a introduzir outro tema: os juízes de baliza.

Juízes de baliza, que utilidade?

Uma vez mais, o Benfica foi prejudicado ao não ser assinalada uma grande penalidade (aos 59 minutos) cometida por John Terry que, com os braços abertos, cortou um cruzamento de Maxi Pereira.

Não se compreende como é que o auxiliar, de frente para o lance, nada assinala! Não se compreende como é que o árbitro principal, a poucos metros do lance, nada assinala! Muito menos se compreende como é que o juiz de baliza, que se encontrava mais perto, também nada assinala!

Mas afinal para quê que a FIFA mantém estes tipos que não fazem o que lhes compete, ou seja, auxiliar o árbitro principal e auxiliares. É deitar dinheiro fora. É pagar ordenados a quem não está lá a fazer rigorosamente nada!

Depois, há certos pormenores que revelam dualidade de critérios. Por exemplo, o corte com a que Bruno César protagonizou na 1ª parte foi punido com o cartão amarelo, não acontecendo o mesmo no início da partida quando um jogador do Chelsea fez o mesmo, tendo apenas uma repreensão verbal.

É claro que a arbitragem continua a favorecer os clubes grandes, neste caso - capítulo europeu -, o Chelsea.


Voltando ao tema principal, julgo que o equilíbrio e ascendente do Benfica relativamente ao Chelsea ficou decididamente marcado pelas substituições efectuados por Jorge Jesus. Bruno César, que estavam bem, melhor que na 1ª parte, mas até se aceita a sua saída. Quanto a Aimar, não se compreendo, pois para além de estar bem, era quem comandava o jogo no miolo e, estando castigado por 2 jogos, após expulsão na última jornada da 1ª Liga, faz todo o sentido que devesse ficar disponível. Ainda menos compreendo a entrada de Matic, rendendo Bruno César, quando fazia mais sentido a entrada de Nolito. Este acabaria por entrar ao minuto 81 para o lugar de Javi García.

Enfim, é uma eliminatória a duas mãos e teremos de esperar pelo jogo no dia 4 de Abril em Stamford Bridge e acreditar que o Benfica consiga inverter a eliminatória.
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