quinta-feira, 17 de abril de 2014

2.ª mão da meia-final da Taça de Portugal: Benfica 3-1 FC Porto

in abola.pt
A equipa de Futebol do Sport Lisboa e Benfica garantiu, pelo segundo ano consecutivo, a presença na Final da Taça de Portugal, no Jamor, após vencer, no Estádio da Luz, o FC Porto por 3-1, com golos de Salvio, Enzo Pérez e André Gomes.


Não podendo contar com os lesionados Rúben Amorim, Sílvio, Luisão, Oblak e Fejsa, Jorge Jesus foi obrigado a mexer, uma vez mais, no onze titular. Assim, o Benfica alinhou com: Artur Moraes; Maxi Pereira, Garay, Jardel, Siqueira; André Gomes, Enzo Perez, Gaitán (Markovic, 90’+6), Salvio; Cardozo (André Almeida, 35’) e Rodrigo (Lima, 66’).

Tendo de recuperar da desvantagem de um golo na primeira mão há quinze dias, no Estádio do Dragão, as águias sabiam que só uma vitória com uma diferença de dois golos interessava. Assim, o Benfica entrou pressionante, criando a primeira situação de perigo logo aos 4', por intermédio de Salvio. Rodrigo surge na esquerda, vai à linha de fundo e cruza ao primeiro poste, onde aparece o extremos argentino a falhar o alvo por pouco.

Dois minutos depois, uma série inédita de seis cantos seguidos, favoráveis ao Benfica, quase terminavam em golo. Gaitán, cruzou sempre muito chegado ao primeiro poste e, no último canto, o cruzamento foi directo à baliza, com Fabiano, atento, a defender a punhos.

O FC Porto conseguiu sacudir a pressão aos 14', depois de mais um canto para os "encarnados", num contra-ataque rapidíssimo, Jackson Martínez não se apercebe do adiantamento de Artur e acaba por perder a bola na disputa com Siqueira. Três minutos depois, Quaresma à esquerda, flecte para o interior e tenta surpreender Artur, mas a bola sai por cima da baliza.

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Mas o Benfica voltou à carga logo a seguir (17'), chegando ao golo que empatava a eliminatória. Gaitán inicia a jogada e cruza para a cabeça de Salvio, que se antecipa à defensiva portista e atira a contar. Estava inaugurado o marcador (1-0), num lance em que Fabiano fica mal na fotografia. O objectivo inicial estava alcançado: anular a desvantagem com um golo cedo.

Aos 25', Pedro Proença ajuíza mal e pune Siqueira com um cartão amarelo. Jogada de contra-ataque do Porto, em que um jogador sofre falta ainda antes do meio campo, mas o árbitro dá a lei da vantagem. Já no meio-campo do Benfica, Siqueira desarma, sem qualquer falta, o jogador "azul-e-branco", mas assim não entendeu Proença, que admoestou o lateral esquerdo do Benfica. Três minutos depois, Siqueira tem uma entrada fora de tempo sobre Quaresma e o jogo segue. No entanto, por indicação do do 4.º árbitro, Pedro Proença mostra o segundo cartão amarelo ao brasileiro e consequente ordem de expulsão.

Ficava desde logo manchada a actuação de Proença, pois o primeiro cartão amarelo é mostrado numa falta inexistente. Quanto a esta última, a decisão foi correcta. O Porto ganhava com mais um jogador em campo a superioridade que até ao momento não tinha conseguido. De tal forma que, aos 37', Jackson Martinez falha incrivelmente o empate, na sequência de um canto apontado por Ricardo Quaresma.

Apesar das dificuldades, o Benfica conseguiu segurar a preciosa vantagem até ao intervalo.

No segundo tempo, o Benfica voltou a entrar bem, mesmo em desvantagem numérica, embora privilegiando o contra-ataque. Ironicamente, seria o Porto a chegar ao golo, depois de uma excelente iniciativa de Varela (52'), que aproveito a passividade da defesa "encarnada" e, perante Artur, rematou cruzado para o 1-1.

Contrariamente ao temido por muitos, o Benfica não acusou o golo e partiu em busca de nova vantagem. À passagem do minuto 56' uma combinação perfeita entre André Almeida e Gaitán termina com uma perdida escandalosa de Rodrigo, que acaba por afastar a bola da baliza quando tinha tudo para marcar.

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Aos 58', Salvio arranca pela direita e é derrubado por Reyes dentro da grande área. Penalty passinalado num lance em que o defesa do Porto arrisca o corte, acabando por tocar com a anca nas pernas de Salvio. Grande penalidade muito contestada pelos elementos do FC Porto. Apesar de um pouco "forçada", o contacto existe, havendo lugar à sua marcação.

Chamado a converter, Enzo Perez, muito frio, volta a colocar o Benfica na frente (2-1): Fabiano para um lado, bola para o outro (60').

Pouco depois, Rodrigo recupera uma bola a meio campo e, na cara do golo, tenta a finta, acabando por escorregar. Perdia mais uma boa oportunidade, espelhando estar em noite-não.

Do lado do Porto, Quaresma volta a assustar com um remate perigoso (70'). Mas o Benfica revelava estar mais esclarecido que o FC Porto.

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Aos 80', grande explosão de alegria com um magnífico golo de André Gomes (3-1). O jovem médio recebe a bola com o Peito no vertice direito da grande área, pica a bola por cima de Fernando e remata para o fundo das redes da baliza de Fabiano. Nos festejos, alguns adeptos invadem o campo.

A partir daqui o caldo entornou e, depois de um lance disputado, Jorge Jesus entra dentro de campo a reclamar com o central brasileiro. Por ter entrado no relvado sem a autorização de Proença, o técnico "encarnado" recebeu, e bem, ordem de expulsão. Pouco depois, também expulsou Luís Castro por palavras.

Com a eliminatória a favor do Benfica, o FC Porto tentou o tudo por tudo e, num lance em que Maxi Pereira parece levantar o braço a Quaresma, este acaba por fazer falta sobre o defesa direito das "águias". Na sequência dos protestos, por ter alegadamente sofrido uma cotovelada, acaba por ver o segundo amarelo e receber também ordem de expulsão. A dois minutos dos 90, as duas equipas voltavam a jogar em igualdade numérica.

Pedro Proença acaba por dar seis minutos de compensação, mas o Benfica consegue manter a vantagem, garantindo o passaporte para o Jamor. A final será disputada a 18 de Maio frente ao Rio Ave.

De referir que Pedro Proença, considerado o melhor árbitro do mundo, acaba por fazer «a pior arbitragem da sua carreira», exibindo cartões amarelos sem justificação entre várias outras decisões discutíveis. A título de exemplo, o cartão amarelo mostrado a Artur por demorar a reposição da bola em jogo nos descontos e o consentimento da manifesta queima de tempo de Gaitán aquando da sua substituição.

À parte as incidências disciplinares, o Benfica foi sem margem de dúvidas a melhor equipa em campo e, depois de jogar perde de uma hora com apenas dez jogadores, acaba por conseguir uma vitória justa, para deleite dos 45.380 espectadores que compuseram as bancadas do Estádio da Luz.
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