terça-feira, 24 de setembro de 2013

Em Mira (2): Jorge Jesus


O treinador da equipa principal de futebol do Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus, foi constituído arguido na sequência do incidente que protagonizou com alguns membros da polícia no final do encontro frente ao Vitória de Guimarães, no Estádio Afonso Henriques.


JJ alegou ter agido «em defesa dos adeptos». De referir que, no final do jogo, os jogadores deslocaram-se até à bancada para oferecerem as camisolas aos adeptos, sendo que alguns invadiram o campo, originando a confusão com alguns agentes de autoridade.

Ao ver um dos adeptos a ser imobilizado com força excessiva, segundo afirmou o técnico "encarnado", em que as imagens televisivas mostram um agente a torcer o braço de um dos adeptos, JJ interviu, chegando a dar algumas palmadas no braço do agente, incorrendo assim no crime de agressão a um agente de segurança, punível com uma pena que pode ir de três meses a três anos de suspensão. Além de uma pesada multa, poderá ainda acrescer uma penalização segundo o Regulamento Disciplinar da Liga, sendo que o técnico do Benfica é reincidente.

É verdade que esta situação até pode ser considerada pouco grave, na medida em que sempre que um clube vence uma partida, sobretudo quando tal representa alguma conquista importante, é costume acontecerem invasões de campo, o que não tem de ser necessariamente um motivo para que agentes de segurança intervenham como o fizeram. Mas não é menos verdade que tanto uma invasão, mesmo que pacífica, é incorrecta, pois viola as regras do jogo, assim como a atitude exaltada e irracional de Jorge Jesus.
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