segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

15.ª jornada da 1.ª Liga: Benfica 2–0 FC Porto

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A fechar a 1.ª volta do campeonato, o Sport Lisboa e Benfica recebeu o FC Porto, na expectativa de uma última homenagem ao "Rei" Eusébio, conseguindo uma vitória clara por 2-0, ascendendo à liderança isolada na tabela classificativa. Rodrigo e Garay foram os marcadores de serviço.


O clássico, que serviu para mais uma homenagem a Eusébio, teve início às 16 horas, indo de encontro à nova política do clube que visa proporcionar a possibilidade de mais adeptos se deslocarem ao Luz, quando ainda é dia (também devido ao horário de inverno).

Mas este derby era especial, não só pela carga emocional de ver o Benfica defrontar o rival do norte para quem as "águias" perderam a conquista do campeonato nos últimos dois anos, mas porque os milhões de benfiquistas quererem dedicar uma vitória a um símbolo do clube e de velhas glórias.

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Este era o primeiro jogo na ausência de Eusébio. Assim, numa forma solidária, toda a equipa do Benfica vestiu camisolas com a inscrição do nome "eusébio" nas costas, o que permitiu uma vitória com dois golos de "eusébio": Maxi Pereira, Rodrigo (Ruben Amorim, 85’), Garay (Jardel, 83’), Matic, Lima, Luisão, Oblak, Markovic, Enzo Perez, Siqueira, e Gaitán.

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Mas antes do apito inicial, foi bonito ver toda a moldura humana (62.508 espectadores) que criou o cenário que podemos ver neste link, ao som do hino do Benfica:


Depois, cumpriu-se um minuto de silêncio em memória do "pantera negra", sem palmas, apenas quebrado com alguns assobios e vozes. E até a claque do Porto soube respeitar o momento solene.

Artur Soares Dias apitou e o clássico iniciou-se. Primeiro, numa toada mais táctica com as ambas as formações a estudarem-se mutuamente. No entanto, cedo o Benfica assumiu maior iniciativa ofensiva, procurando chegar ao golo o mais cedo possível.

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E assim, logo aos 12', viu premiada a garra com que os pupilos de Jorge Jesus entraram em campo. Numa fulgurosa arrancada, Markovic passa por uma série de jogadores e, à entrada da área, chama com uma excelente diagonal Rodrigo que, na cara de Helton, fuzila o guardião brasileiro, inaugurando o marcador na Luz. O estádio explodiu de alegria.

Antes, porém, o FC Porto dispôs da primeira oportunidade de golo, felizmente desperdiçada por Jackson Martinez, na medida em que o avançado colombiano encontrava-se em claro fora-de-jogo, em cerca de 1,5 m, mas o lance passou despercebido à equipa de arbitragem. Primeiro erro grave da arbitragem do clássico.

A vencer por 1-0 e sempre apoiado pelos milhares de adeptos, o Benfica foi dispondo de mais oportunidades para dilatar a vantagem, mas Lima mostrava estar em dia não. Ao intervalo, a vantagem pecava por escassa, mas era totalmente justa.

Na etapa complementar Paulo Fonseca lançou Ricardo Quaresma e conseguiu nos instantes iniciais incomodar Oblak. Mas o Porto apresentava-se muito aquém das expectativas. O Benfica jogava essencialmente em contra-ataque, concedendo maior posse de bola ao Porto, de forma a explorar as deficiências do clube nortenho. E foi assim que Markovic conseguiu em mais uma arrancada assustar Helton, obrigando o guardião portista a uma defesa apertada para canto.

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Na marcação do pontapé-de-canto, segundo erro grave do árbitro: Mangala, de frente para Artur Soares Dias, corta com a mão e comete grande penalidade, a que o árbitro fez “vista grossa”, não assinalando a infracção, perdendo-se a bola depois pela linha de fundo. Felizmente, "escreveu-se direito por linhas tortas", pois na marcação do canto, Garay aparece de rompante a cabecear para o fundo da baliza de Helton (53'). Estava feito o 2-0.

Três minutos depois, após uma entrada mais dura de Maxi Pereira, Jackson Martinez agride o defesa uruguaio, gerando a confusão no relvado. O avançado portista deveria ter visto o cartão vermelho. Em vez disso, Artur Soares Dias admoestou o colombiano com o cartão amarelo. E o critério, largo em demasia, que Artur Soares Dias vinha praticando terminou a partir deste momento.

Logo a seguir, Rodrigo perde, inacreditavelmente, uma oportunidade para dilatar a vantagem e matar o jogo. Isolado, apenas com um defesa ao lado e na cara de Helton, o jovem avançado remata por cima da baliza. Pouco depois, foi a vez de Matic corresponder a um livre marcado por Enzo Pérez, antecipando-se a toda a defesa do Porto e a Helton, cabeceando ligeiramente por cima da baliza.

O Porto estava mal e apenas Quaresma ia carregando a equipa para a frente. Então, nouvo erro de Artur Soares Dias, desta feita, em benefício do Benfica. O extremo, reforço de Inverno do FC Porto, arranca, passa por Enzo Pérez e faz uma grande passe à entrada do meio campo, desmarcando Jackson Martinez, que ficava isolado perante Oblak. Porém, o árbitro decidiu interromper a partida para assinalar uma suposta falta de Matic, inexistente, mas pedida por Ricardo Quaresma. Na sequência dos protestos, Danilo viu o cartão amarelo.

Pouco depois, Danilo é lançado por Quaresma, sempre ele, e sentido um ligeiro encosto de Garay, deixa-se cair. O árbitro não hesitou e mostrou o segundo cartão amarelo a Danilo por simulação, que recebeu ordem de expulsão. Aqui, após as várias repetições considero que o toque não tem intensidade para que Danilo caisse da forma que caiu, mas também julgo que o cartão amarelo foi forçado, prejudicando o Porto.

No entanto, as coisas ficariam equilibradas em termos de penalties não assinalados, quando um empurrão claro de garay nas costas de Quaresma dentro da grande área do Benfica passou em claro ao árbitro, bem posicionado, e ao fiscal de linha, mesmo de frente para o lance. Novo erro grave de Artur Soares Dias.

Mesmo a terminar, o árbitro voltou a destacar-se pela negativa. Enzo Perez cai à entrada da área do Porto e o árbitro assinala falta. Logo, vê-se que o árbitro recebe informações via rádio do fiscal de linha. E agora vem o caricato de tudo isto: O corte é efectuado com um atraso para Helton, que agarra a bola. Logo, deveria ser livre indirecto favorável ao Benfica. Enzo Pérez é derrubado na sequência da entrada do defesa portista, que toca primeiro na bola. Mas o árbitro, inexplicavelmente, mostra o cartão amarelo a Enzo Pérez. E por fim, em vez do livre indirecto dentro da grande área, marca bola ao solo no no semi-círculo. Sem comentários!

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Com este triunfo, dedicado a Eusébio e beneficiando do empate do Sporting com o Estoril, as "águias" encerram a 1.ª volta do campeonato na liderança isolada com 36 pontos, mais dois que o Sporting, remetendo o FC Porto para o 3.º lugar com 33 pontos.
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