domingo, 10 de novembro de 2013

4.ª Eliminatória da Taça de Portugal: Benfica - 4 | Sporting - 3

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E ditou o sorteio que à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal se defrontassem Benfica e Sporting, com o jogo a ser disputado no Estádio da Luz. Algumas incógnitas antes do jogo, sobretudo para o lado do Benfica, uma vez que quatro dias antes tivera o jogo para a Liga dos Campeões, em que as "águias" saíram derrotadas, apesar de efectuarem a exibição mais conseguida da época, marcada, ainda, pela lesão de Óscar Cardozo.


Felizmente, o artilheiro da Luz recuperou a tempo e Jorge Jesus optou por manter a mesma fórmula do jogo contra o Olympiakos, apresentando o seguinte onze: Artur Moraes; André Almeida, Luisão, Garay, Sílvio; Matic, Enzo Perez (Lima, 96’), Ruben Amorim (Ivan Cavaleiro, 69’), Gaitán; Markovic (André Gomes, 89’) e Cardozo.

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O avançado paraguaio, que continua a demonstrar a pontaria afinada, especialmente em derbys, acabou mesmo por ser uma das figuras em destaque ao apontar mais um hat-trick de águia ao peito. Um jogo impróprio para cardíacos que terminou com a vitória do Benfica por 4-3, após prolongamento. 47.156 foram os espectadores que ditaram o melhor registo da presente época em termos de assistência.

Nos instantes iniciais, o jogo ficou marcado pelo equilíbrio entre as duas formações. No entanto, o Benfica cedo assumiu o domínio em termos ofensivos.

Aos 11', André Almeida sofre falta à entrada da área, cometida por Rojo, descaída para a direita do ataque do Benfica, mesmo ao jeito de Cardozo, que se encarregou da respectiva cobrança. Rui Patrício ordenou uma barreira densa, mas à segunda tentativa, o paraguaio surpreendeu com um remate rasteiro que passou por baixo da barreira, traindo Rui Patrício. Estava inaugurado o marcador na Luz (1-0).

Tacuara voltou a estar em evidência logo a seguir, aos 15': após um passe com o peito deEnzo Pérez, Cardozo dispara um remazte fortíssimo para uma grande defesa de Patrício, evitando o segundo golo dos "encarnados".

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Depois deste lance, o equilíbrio voltou a tomar conta do jogo até ao golo do empate. Aos 37', numa excelente jogada iniciada por Fredy Montero, este dá para Wilson, à direita, que tira um cruzamento com conta e medida ao segundo poste, onde aparece Capel a rematar de primeira, restabelecendo a igualdade. Um grande golo a bater Artur Moraes (1-1).

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No entanto, as imagens televisivas mostram que o avançado "leonino" estava ligeiramente adiantado no momento do cruzamento. Fora-de-jogo milimétrico de difícil ajuizamento, pelo que se aceita a má decisão da equipa de arbitragem.

Com o empate a surgir quase no final da primeira parte, poucos esperavam a reacção positiva por parte da formação da casa. Aos 42', Enzo Perez inicia a jogada a meiocampo, lançado Gaitán à esquerda que, vai até à linha de fundo e cruza ao segundo poste onde aparece novamente Cardozo a finalizar de cabeça, colocando a bola no fundo das redes da baliza de Rui Patrício. O Benfica voltava a adiantar-se no marcador (2-1).

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Três minutos (45'), novo contra-ataque conduzido por Gaitán, com o argentino a passar para Rúben Amorim que cruza rasteiro para a entrada da área, onde aparece mais uma vez Cardozo a desferir um remate forte e colocado de primeira para o 3-1. Final de primeira parte fulminante do Benfica pela mão de Óscar Cardozo.

A segunda parte começou de novo com a formação "encarnada" a assumir a iniciativa ofensiva, com destaque para as incursões de Markovic, Gaitán e Sílvio. Todavia, apesar da pressão das odes benfiquistas, a mesma não se traduzia em oportunidades claras de golo.

À passagem do minuto 55, o Sporting queixou-se de uma possível grande-penalidade. O lance envolve um corte de Luisão dentro da área, com o brasileiro a atingir, alegadamente, Montero.

O Sporting começava a crescer e, aos 62', Adrien ameaçou com um remate forte a que Artur correspondeu com uma grande defesa para canto. Na sequência do pontapé de canto, o Sporting reduziu a desvantagem por intermédio Maurício (3-2).

Aos 66', Rúben Amorim lesiona-se após uma entrada durissima de Adrien. O médio português não recuperou e foi substituído por Ivan Cavaleiro.

O jogo voltaria a aquecer à entrada dos dez minutos finais. Primeiro, foi o Benfica a criar muito perigo. Aos 82’, Markovic cabeceia à barra da baliza de Patrício. No minuto seguinte, Cardozo volta a ter nos pés a possibilidade de facturar. Grande cruzamento de Gaitán, Cardozo, nas costas de Maurício, domina a bola e remata de pé direito para uma defesa à andebol do guardião internacional português, que evita, assim, o 4.º golo do Benfica.

Não se podia esperar melhor resposta do Sporting. Aos 84’, foi a vez de Slimani rematar ao poste da baliza de Artur Moraes. Sorte, desta feita, para os encarnados.

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E já a terminar a partida, com o Sporting a acercar-se da baliza de Artur, aos 90’+2, os "verde-e-brancos" conseguem chegar ao golo do empate por intermédio do argelino Slimani (3-3), levando a eliminatória para o prolongamento.

Jogo impróprio para cardíacos, com golos e muita emoção até ao fim do tempo regulamentar!

Depois da recuperação do Sporting, pairava a sensação de "maldição dos golos sofridos nos instantes finais" e a eventual eliminação que, a acontecer, seria humilhante.

Mas Jorge Jesus dispunha ainda da possibilidade de efectuar mais uma alteração, depois das entradas de Ivan Cavaleiro e André Gomes. E assim colocou Lima (96') em campo, no lugar de Enzo Pérez, recuando Gaitán para o meio campo.

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Dois minutos volvidos, o Benfica volta a passar para a frente do marcador com um golo simplesmente incrível! Após a marcação de um arremesso lateral, a bola sobra para Luisão que, deitado no chão, após cair por acção de um defesa leonino (agarrado), consegue cabecear e bater Rui Patrício, que deixa passar a bola entre-as-pernas (4-3). Um monumental "frango"!

Antes do final da primeira parte do prolongamento, referência apenas para mais um remate perigoso por parte do jovem Ivan Cavaleiro.

No segundo tempo do prolongamento, aos 109', Slimani termina um grande jogada iniciada por Montero, cabeceando com grande perigo à baliza de Artur. Antes (107'), ficou uma grande penalidade por assinalar contra o Benfica após corte de André Almeida com o braço levantado dentro da grande área. O lance passou despercebido ao árbitro Duarte Gomes.

Na resposta, o Benfica volta a criar muito perigo. Primeiro, aos 111', com Ivan Cavaleiro a colocar à prova Rui Patrício, que corresponde da melhor forma com mais uma grande defesa. No minuto seguinte, André Gomes (Benfica) acerta no poste direito da baliza de Patrício. E assim mantinha-se a incerteza quanto ao resultado final.

Dois minutos depois, Rojo entra fora de tempo, derrubando por trás Ivan Cavaleiro. Vê o segundo cartão amarelo, recebendo ordem de expulsão. Lima ainda tenta a sorte aos 118', mas o resultada não se altera mais.

No final, sete golos numa grande noite de futebol, um derby "à antiga", repleto de emoção e incerteza. Um belo espectáculo marcado por um fair-play geral que fica manchado pelas detenções de um adepto do Benfica aquando do terceiro golo do Benfica e de um adepto do Sporting, por coação e ameaça a um stuart. Também pelas cenas sempre lamentáveis no final do encontro que culminaram na expulsão de Wilson Eduardo, por palavras dirigidas ao árbitro, e ainda pela troca de palavras entre Jorge Jesus e  o médico do Sporting.

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