terça-feira, 30 de abril de 2013

Psicologia de um Decote...



Decote (def.): Abertura na parte de cima de uma peça de roupa que deixa a descoberto uma ou várias zonas do corpo (pescoço, ombros, costas, parte do peito). in infopedia.pt

No que respeita a decotes, não há dúvida de que a associação mais comum é a que se refere ao peito de uma mulher e de todos os sentimentos a ele associados.



in wikimedia.org

Mas antes de avançar, é impossível falar de decotes sem me referir à sociedade que criou a primeira forma de sustentação dos seios. Foi durante o Renascimento, sobretudo na sociedade francesa, onde as vestiam os famosos espartilhos ou corpetes que além de deixarem a descoberto a zona dos ombros e do peito, realçavam os seios pelo modo com estes eram apertados. Mas a função principal do corpete era o de permitir criar uma silhueta, em certos casos, denominados de "cintura de vespa". No entanto, esta moda resultava muitas vezes em desmaios, dada a força com que a zona do tronco era apertada, não deixando que as mulheres conseguissem respirar.

Mais tarde, nos Estados Unidos, viria a surgir o sutiã (do francês soutien, que significa suporte), como forma de sustentação confortável dos seios. Daí em diante, a peça foi evoluindo no sentido de se tornar cada vez mais leve e mais confortável. E com o advento da moda, deixou de ser uma peça de uso exclusivamente interior para passar a ser utilizada como peça principal, muito graças à invenção do biquíni que veio substituir os fatos de banho que tapavam quase todo o corpo.


in truca.pt

Mas voltando o assunto desta publicação... Hoje em dia, o decote é mais do que uma moda. Numa sociedade cada vez mais libertina, o jogo de sedução entre mulheres e homens encontra no aspecto físico a primeira arma de sedução. Com efeito, além da beleza da cara, de determinados pormenores como o olhar, a cor dos olhos, os lábios, o sorriso, o cabelo, o decote surge como uma forma de captar a atenção do sexo oposto (essencialmente, pois há excepções à regra).


in blog.myplainview.com

A imagem acima revela com uma boa dose de humor alguns sinais que podem querer dizer determinados tipo de decotes. É lógico que quem não gosta de ouvir piropos acerca do seu "sulco intermamário", evita (ou pelo menos devia evitar) usar peças de roupa que evidenciem essa parte da anatomia humana. Do mesmo modo que quem usa mini-saias (e, por vezes, micro-saias) não pode querer impedir que as pessoas olhem para as usa pernas. O mais ridículo chega a ser o movimento de puxar constantemente a saia para baixo, como se isso fosse resolver alguma coisa, ou queixar-se de sentir frio nas pernas.

As pessoas vestem-se assim, não só porque podem gostar e sentir-se bem, confortáveis, mas porque gostam de saber que os outros gostam do que vêem e assim sentem-se felizes, concretizadas, e acima de tudo, atraentes e desejadas.

No entanto, o argumento de quem repudia certo tipo de decotes costuma ser o facto de se sentirem vulgares ou levianas, mostrando mais do que deviam. Tudo vai das mentalidades.

A evolução da moda e da mentalidade mais ousada culmina no uso e abuso de peças de roupa que evidenciem as formas. A própria sociedade, voltada mais para a estética, contribui para que cada vez mais mulheres se submeta a cirurgias, com especial destaque para a mamoplastia (de aumento ou redução).


in gdefon.ru

Agora a opção está entre mostrar ou insinuar, pois uma roupa justa que realça a silhueta do corpo humano chega a "mostrar" mais do que se julga, realçando as formas, as linhas, as curvas... permitindo-nos alimentar o mistério em torno do jogo da sedução.
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