sábado, 5 de maio de 2012

Eu não fui ao Pingo Doce...

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Numa inteligente manobra de marketing, o Pingo Doce conseguiu, no passado dia 1 de Maio, Dia do trabalhador, convencer muitos consumidores a se deslocarem às várias lojas do país do Grupo Jerónimo Martins, que não quiseram deixar passar a oportunidade de adquirir qualquer produto com uma promoção de 50%.


O sucesso foi de tão evidente, não fossem as longas filas de espera para as caixas, confusões, escaramuças, cenas de pancadaria (literalmente), desde os momentos anteriores à abertura das lojas até à saída.

A operação, que ainda está a ser investigada pela ASAE, rendeu ao Pingo Doce 11 milhões de euros. Exista a suspeita de violação das leis da concorrência, nomeadamente com a alegada detecção de venda de produtos abaixo do custo.

Vídeo exemplificativo. O Youtube disponibiliza muitos mais.

Pessoalmente, tive conhecimento em 1ª mão da campanha na véspera e nem sequer considerei aproveitar tamanha oportunidade. Por que motivo? Simples: abomino absolutamente situação de confusão extrema como a que se viu e, desde logo, previ que fosse acontecer, uma vez que em feriados normais já há confusão que baste para me afastar de centros comerciais e hipermercados.

Situação muito semelhante à que assistimos todos os anos por altura do Natal, quando vemos a concentração de pessoas que deixou a compra das prendas para a última hora, ou seja, à portuguesa.

Só perante uma emergência é que me sujeitaria a este tipo de situação. Mas conheço pessoas que, pelas circunstâncias - pais a necessitar de fraldas e produtos essenciais para bebés - justificou a sua ida ao Pingo Doce neste dia.

Mas o que vemos numa boa parcela de pessoas é um mero consumismo no qual as pessoas compram o que precisam e o que não precisam (por impulso) só porque está mais barato.

Deixo agora uma ressalva pessoal: considero o Pingo Doce o estabelecimento em que os bens alimentares vencem na relação qualidade-preço, se compararmos os produtos de marca branca com outros estabelecimentos como Jumbo e Continente, sendo que este último se aproxima e até chega a oferecer uma maior variedade de produtos, mas não em qualidade.
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