terça-feira, 1 de maio de 2012

Reclamação: Falta de Organização


30 de Abril, o último dia do mês, o último dia do prazo para o pagamento do IMI, eis que surge uma dúvida e lá tenho eu de ir para a Autoridade Tributária e Aduaneira! Levanto-me cedo para não apanhar muita gente e dirijo-me para a loja do cidadão.


Assim que chego à zona, nenhum lugar para estacionar vago, nem a pagar. Começo logo a prever o que me espera. Lá vislumbro um espacinho e desta estou safo. Chego à loja do cidadão e vejo carradas de pessoas a entrar e sair.

Entro e dirijo-me às Finanças. Até nem parece estar muita gente à frente. Tiro a senha, olho para o número e, uuuiiiii! Mais de uma hora de espera para tirar uma simples dúvida. Felizmente existe outro balcão na mesma rua uns metros mais abaixo. Mas até à distância dá para ver que não será fácil.

Por fim, chego ao destino e tiro duas senhas para dois assuntos distintos: património e execuções fiscais. Num deles tenho só 4 números à frente. No outro, apenas 5 números. Afinal acho que me vou conseguir despachar mais depressa. Vou controlando os números e ambos ficam separados por 1. Tenho de optar pelo mais importante e deixar o outro para depois.

Eis que chamam um dos meus números. Levanto-me depressa e  começo a procurar a mesa. Estranho! Mas onde é que está o raio da mesa. Começo a desesperar com a 2ª e 3ª chamada e eu sem encontrar o raio da mesa. Até que por fim passa. para o seguinte.

Naquele instante, passo-me dos carretos e peço informações para que me digam onde fica a mesa com o meu n.º. É então que o funcionário me diz que tenho de sair, contornar o edifício e entrar na última porta. Aí quase expludo! Grrrrrrrrr... É que também perdi a vez para o outro assunto...

Saio do edifício e começo a procurar o balcão que me interessa. Chego finalmente e descubro a mesa que tanto procurei. Apercebo-me que naquela sala está uma pessoa que ali entrou, tirou a senha e, tal como eu, perdeu a vez, pois a sua mesa era do outro lado do edifício.

Agora, pergunto eu, para quê dispensadores de senhas centralizadas que nos indicam a nossa vez, quando distam uns 100 metros entre secções? Quando nos chamam, nem temos tempo de chegar ao outro lado, muito menos com a confusão de gente a entrar e sair, umas paradas à conversa e a obstruir a nossa passagem e, pior, nenhuma informação sobre a localização desses balcões/mesas! Quem não conhece, está tramado.

Embora tenha a minha culpa por ter deixado os meus assuntos para a última hora (típicamente português, dizem), também não me deixei levar. Esperei que uma das mesas vagasse e, gentilmente, solicitei os esclarecimentos pretendidos.

No fim, ainda me restou tempo para ver o outro assunto: execução fiscal. Tiro nova senha e, para meu espanto, só tenho um número à frente. Logo sou atendido e descubro que a execução fiscal diz respeito a uma coima já paga. Confronto a funcionária com os comprovativos de pagamento e com as declarações de uma colega sua e obtenho o esclarecimento que a sua colega não me soube dizer: à data da liquidação da coima, o prazo para o seu pagamento já tinha sido ultrapassado, daí resultando um valor excedente que somou juros.

Recordo-me bem de perguntar: "- Agora que paguei, não me preciso de me preocupar mais, pois não?"
Ao que a funcionária respondeu: "- Não. Se receber nova correspondência, não faça caso."

Sem ter dados concretos sobre o funcionário em questão, de pouco vale uma reclamação. Da dívida, não me livro de pagar.
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