domingo, 18 de maio de 2014

“BENFICA-SEVILHA: “ROUBO”, dizem os espanhóis….”

in noticiasonline.eu

Mais um artigo a tocar naquilo que continua a ser tema do dia. Uma excelente análise da autoria de Dino Barbosa:

«É evidente. Se nem no jogo da bola nos sabemos unir, como é que nos hão-de respeitar lá fora?
É evidente que aquele árbitro não “errou”. Não se enganou, nem estava enganado. Aquilo não foram erros. Aquilo foi mau demais.


Não, não me parece que o jogador do Sevilha que lesionou o Sulejmani merecesse mais do que o amarelo. Muito menos numa jogada que até me pareceu casual, apesar de dura, nos momentos iniciais do jogo.
Mas…
O que dizer daquela rasteira clara sobre o Gaitan aos 45+2 (precedida de um yoko-geri à cabeça, jogo violento, porque é mais do que perigoso) dentro da área?
Como é que o apregoado “perfeito” (palavras de Platini, ex jogador da Juve eliminada pelo Benfica…) não funcionou naquele lance em que o braço do jogador do Sevilha evita que a bola entre na baliza?
Como é que aquela “tesoura” do Alberto Moreno ao Lima não foi penalty?

Tudo tem uma explicação. E a explicação, é esta: Fazio, ao rasteirar Gainan quando este estava cara-a-cara contra o guarda-redes Beto, teria de ser expulso. Moreno, que rasteirou Lima na área, também já tinha amarelo

E como é que um jogo repleto de entradas violentas acaba com 11 para cada lado? Como é que se marca aquela pretensa falta do André Almeida quando o jogador do Sevilha choca contra o ombro do colega, que já estava de frente para a sua baliza? Como é que se justifica que ao mais pequeno toque de um jogador do Benfica num colega do Sevilha seja falta para amarelo e o contrário nunca, nunca tenha ocorrido? A resposta, é a óbvia: não se justifica uma dualidade de critérios ostensiva, vítrea, na antítese daquilo que deve ser uma arbitragem isenta.

A UEFA, se não está, mais parece estar ao serviço do futebol enquanto negócio sujo, quando se manteve o castigo ao Markovic, por uma expulsão que, já de si, teve pouco de “normal”. Afinal, todos sabiam o que ia acontecer, porque, no fundo, já estava a acontecer.

Agora, é claro que o Benfica perde por azar. Azar no facto de o Beto ter dado 3 (três!!) passos à frente nesse penalty e o árbitro ter permitido “aquilo”.

Uma última palavra para a Comunicação Social Portuguesa: VERGONHA. Uma vergonha para todos os portugueses e sobretudo, pela forma como omitiram qualquer abordagem crítica a uma arbitragem do mais escandaloso que eu já vi (e já vi muita coisa…) e pelas depreciações facciosas que, no Directo, foram feitas relativamente a uma equipa que se apresentou fortemente desfalcada e que mesmo assim, dominou por completo o jogo. O remate mais perigoso do Sevilha nem à baliza foi.

A comunicação social espanhola não é como a portuguesa. No mais prestigiado programa de análise desportiva do canal Cuatro, os comentadores foram unânimes em qualificar o que se fez como UM ROUBO.

A Federação Portuguesa de Futebol, perante isto, moita-carrasco, bico calado, mão estendida.

Não há bruxedo nenhum…

O problema não é o Benfica.

O problema não é a maldição do Béla Guttmann.

O Problema é que Portugal é sempre roubado. ROUBADO, e não é força de expressão. É ROUBADO. Esperem para ver o que vai acontecer à Selecção Nacional, no Mundial do Brasil. Eu ainda não me esqueci daquele jogo contra a França…

O Futebol  está para o desporto como o BPN está para a actividade bancária.»

por Dino Barbosa
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