segunda-feira, 19 de maio de 2014

Final da Taça de Portugal: Golo de Gaitán dá direito a "triplete"

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O Sport Lisboa e Benfica fechou com chave de ouro a temporada 2013/14, ao garantir o pleno. O clube da Luz fez, assim, História, ao conquistar, pela primeira vez em Portugal, as três competições nacionais: Campeonato Nacional, Taça de Liga e Taça de Portugal.

O herói do jogo foi Nico Gaitán, autor do único golo - e que golo! -, numa partida que poderia ter tido outro desfecho em função da excelente prestação do Rio Ave na segunda parte.


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O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze inicial: Oblak; Maxi Pereira, Luisão, Garay, André Almeida; Ruben Amorim (André Gomes, 56’), Enzo Perez, Salvio, Gaitán (Cardozo, 87’); Lima e Rodrigo (Markovic, 66’).

Num ambiente de festa, 37.156 espectadores encheram o Jamor para ver a "Prova Rainha", numa comunhão salutar entre adeptos do Benfica e do Rio Ave.

Tal como esperado, o Benfica entrou ao ataque, perante um estanho Rio Ave remetido ao seu meio-campo. No entanto, a primeira situação de algum perigo pertenceu aos vilacondenses, que apostavam em jogar em contra-ataque. Tarantini (14') foi quem rematou com perigo aos 14'.

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Mas as "águias" apertavam na frente e, ao minuto 20, depois de uma jogada de Enzo Perez, a bola sobra para Gaitán que, com o o direito, faz um golão. Ederson não teve qualquer hipótese, perante o remate forte e colocado do argentino que repetiu a autoria do golo marcado há um ano. Estava feito o 1-0, para delírio dos benfiquistas em franca maioria no Estádio Nacional.

Cinco minutos depois, Enzo Pérez é derrubado. Na cobrança, Gaitán centra para a cabeça de Garay para uma defesa por instinto de Ederson, negando o segundo golo ao Benfica.

Antes do final da primeira parte, Rodrigo tem um remate que evidencia a baixa de forma que o hispano-brasileiro atravessa de há uns dias para cá. Acabaria substituído por Markovic, já depois da saída de Rúben Amorim. As consequências do esforço da final de Turim e o escasso tempo de recuperação a fazerem-se sentir.

No reatar da partida, sinal mais para o Rio Ave que surgiu completamente transfigurado. Aproveitando o estoiro físico dos "encarnados" os vilacondenses dominaram quase por completo a segunda parte, causando grandes problemas à defesa do Benfica.

Aos 47', Tarantini remata em posição frontal e liberto de marcação para uma defesa segura de Oblak. No minuto seguinte, o mesmo Tarantini e Rúben Ribeiro falham a emenda a um cruzamento venenoso. Aos 52', novo cruzamento perigoso de Lionn. O Rio Ave estava por cima, mas pecava na finalização.

O sacudir de pressão por parte do Benfica surgiria 10 minutos depois, com um remate perigoso de Lima, travado nas pernas de defesa do Rio Ave.

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Mas os vila-condenses apresentavam outra frescura e, no minuto seguinte, assustaram as "águias" com o remate ao poste de Pedro Santos. Oblak não conseguiu segurar a bola, valendo a atenção de André Almeida a aliviar. Aos 69', Oblak faz uma defesa espectacular para canto após remate de Ukra. Na sequência do pontapé-de-canto, Marcelo cabeceia a rasar o poste direito da baliza do guardião esloveno.

Já com Enzo Pérez arrebentado, o Benfica ainda consegue uma jogada que poderia matar o jogo, com Markovic a rematar, mas Ederson opôs-se categoricamente.

Na resposta é Oblak, rapidíssimo a sair dos postes, que faz de libero e corta uma jogada em que a defesa "encarnada" é apanhada em contra-pé (77'). O esloveno mantém-se em evidência em todos os lances de ataque do Rio Ave até ao final: primeiro, a socar a bola num cruzamento perigoso e, já nos descontos (90'+2) a ser mais lesto que Hassan, que acaba por atingir o guardião benfiquista.

A vantagem mínima manteve-se graças a uma grande exibição de Oblak. No final do jogo Lionn viu o segundo amarelo por protestos e acabou expulso. O capitão Luisão foi distinguido com o Prémio Fair-Play. e Gaitán, autor do único golo e sempre presente nas assistências foi eleito o "Homem do Jogo".

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O Benfica conquistou a 25.ª Taça de Portugal do palmarés (a que acrescem mais três com a designação de Campeonato de Portugal; ou seja, 28 troféus no total). A vitória garantiu ainda a décima “dobradinha” (Campeonato + Taça de Portugal), depois de um longo jejum desde a época 1986/87.

Jorge Jesus volta a fazer história no clube da Luz depois de, no ano passado, ter perdido tudo. Este ano voltou a repetir a presença nas finais, sendo melhor na Taça da Liga (na época transacta foi eliminado na meia-final pelo Braga no desempate por grandes penalidades). Apenas falhou a conquista de um troféu europeu, mas por demérito da equipa de arbitragem, tal como foi reconhecido mundialmente pelos mais prestigiados programas e figuras desportivas.

Em cinco anos de liderança, conquistou 2 Campeonatos Nacionais, 5 Taças da Liga e 1 Taça de Portugal. O balanço pode ser escasso tendo em conta os recursos do clube e o investimento, mas a verdade é que com Jorge Jesus, o Benfica voltou aos grandes palcos, sendo o seu reconhecimento materializado no ranking de clubes da UEFA (2014), onde ocupa o 5.º lugar atrás de Real Madrid (1.º), Barcelona (2.º), Bayern de Munique (3.º) e Chelsea (4º).
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