quarta-feira, 6 de junho de 2012

A idade da madeira

in verificaaconta-olhares.blogspot.com

Esta é a Ponte de Vilarinho, em Cacia, inaugurada a 23 de Fevereiro de 1992 e que resultou de uma colaboração entre o Governador Civil de Aveiro (Dr. Gilberto Madaíl), a Câmara Municipal de Aveiro, a Junta de freguesia de Cacia, a Portucel e o Povo da freguesia, conforme atesta uma placa à entrada da ponte.



E esta é a barragem que todos os anos é (re)construída de raiz, uns metros à frente da Ponte de Vilarinho. A questão que se coloca é simples: por que motivo se gasta tempo e dinheiro a fazer uma barragem de madeira todos os anos, quando não resolve, em definitivo, a separação da água doce do rio com a água salgada da ria.

Todos os anos por esta altura, podemos assistir às obras de reconstrução desta barragem. Este ano, não será, aparentemente, feita a partir só de placas de madeira. Haverá duas paredes de tábuas de madeira e no meio delas terra. O problema reside, obviamente, nas marés vivas, pois é o momento em que a água salgada galga a barragem e se mistura com a parte de água doce, provocando a morte de certos peixes que não toleram a salinidade. Assim, quando passeamos junto ao rio por esta altura, é frequente vermos vários peixes mortos, levando-nos a pensar se não haverá outra causa, como eventuais descargas de natureza química, uma vez que muito perto se encontra a fábrica Portucel.

Na minha opinião, partilhada por várias pessoas, mais valia gastar uma quantia avultada e ter uma barragem em condições ou algo parecido com as comportas no canal central, em Aveiro, que permitem também o trânsito de embarcações. A longo prazo, o investimento seria certamente recuperado ao contrário do gasto que se tem todos os anos ao construir e destruir uma barragem feita em madeira, à semelhança da Ponte de Vilarinho. 

Esta é muito gira, mas se estivermos lá em cima e passar um tractor, por mais pequenino que seja, aquilo abana tudo. A ver vamos quanto tempo se aguenta de pé.

in http://aveiro-espaco-tempo-memoria.blogspot.pt

Este que é mais conhecido por Rio Novo do Príncipe é, na verdade, um dos braços do Rio Vouga, ao qual alguns quilómetros antes se junta o Rio Águeda. Por isso se consegue encontrar espécies de água doce, como os lagostins vermelhos, carpas, barbos, percas-sol, lúcios, achigãs, entre outros. Este canal já foi palco de corridas de canoagem, sendo ainda um local de treino desta modalidade.

O Rio Novo é um canal construído, com uma largura de cerca de 120 metros, desaguando na foz do rio Vouga, mais à frente. Um pouco mais atrás, encontramos um canal que é conhecido pelo Rio Velho, para distinguir o curso antigo do rio, que desagua no bico da Murtosa.
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